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Calculadora de markup: do custo ao preço de venda

Informe os impostos, as despesas e a margem que saem de cada venda. A calculadora devolve o markup divisor e o multiplicador da sua operação — o índice que precifica todo produto que passe pelas mesmas condições, qualquer que seja o custo dele.

Sem cadastro, sem e-mail e sem limite de uso. A conta acontece dentro do seu navegador, e o link do resultado leva os seus números para quem você quiser mostrar.

Calcule o markup da sua operação

Preencha os percentuais que saem de cada venda. O índice aparece na hora, sem cadastro, e o link abaixo leva esta mesma conta para quem você quiser.

O que sai de cada venda

A carga que incide sobre o faturamento: Simples, ICMS, PIS e Cofins. O IPI não entra aqui.

O que só existe quando há venda: comissão, taxa de cartão, entrega.

Quanto custa financiar o prazo médio que a operação concede aos clientes.

A fatia do preço que o índice reserva para a operação, antes de a estrutura ser paga.

O que a estrutura leva depois

A despesa fixa do mês dividida pelo faturamento do mês. Não forma preço: sai da contribuição.

Markup multiplicador

1,7241

Multiplique o custo de compra por este índice para chegar ao preço de venda. Ele já carrega os 42% que saem do preço antes de o custo ser pago.

Markup divisor
0,58

É a fatia do preço que sobra para pagar o custo depois de 42% de impostos, despesas variáveis, capital de giro e margem de contribuição. O preço é o custo dividido por ele.

Resultado da venda
10%

Dos 28% que o índice reserva, 18% vão para a estrutura. Este é o percentual que você compara com o fechamento do mês; a contribuição acima dele é a que decide desconto e mix.

Link desta conta

O link abre a calculadora com estes mesmos números. Nada do que você digita sai do seu navegador.

Ver o preço de uma unidade com este mesmo índice

Como o markup é calculado

Duas divisões, e a segunda é o inverso da primeira. O que dá trabalho não é a conta: é descobrir com honestidade o que entra em cada percentual — e o que não entra.

Impostos, despesas variáveis, capital de giro e margem de contribuição são fatias do preço de venda. Some as quatro e você sabe quanto do preço já está comprometido antes de o produto ser pago. O que sobra é o markup divisor:

markup divisor = (100 − impostos − despesas variáveis − capital de giro − margem de contribuição) ÷ 100

markup multiplicador = 1 ÷ markup divisor

preço de venda = custo ÷ markup divisor

Com 8% de impostos, 4% de despesas variáveis, 2% de capital de giro e 28% de margem de contribuição, a soma é 42%. Sobra 58% do preço para pagar o custo, então o markup divisor é 0,58 e o multiplicador é 1,7241. Um produto que custou R$ 100,00 é vendido por R$ 172,41.

Os dois índices dizem a mesma coisa de trás para frente, e é por isso que confundi-los é tão fácil. O divisor é sempre menor que 1 e o custo é dividido por ele; o multiplicador é sempre maior que 1 e o custo é multiplicado por ele. Quem multiplica o custo pelo divisor chega a um preço abaixo do próprio custo, e o engano fica visível na hora. Quem divide o custo pelo multiplicador chega quase ao mesmo lugar, e esse passa despercebido por um catálogo inteiro.

Repare no que ficou de fora do divisor: a despesa fixa. Ela não forma preço, porque não nasce da venda — ela é rateada sobre o que foi vendido, depois. É por isso que a quarta linha se chama margem de contribuição e não lucro: ela é o que a venda entrega para pagar a estrutura, e o lucro é o que restar disso.

índice de resultado = índice de contribuição − índice de estrutura

No exemplo, os 28% reservados pelo índice ainda pagam 18% de estrutura: restam 10%. Um índice de markup pode estar perfeito e essa última linha vir negativa — acontece sempre que a operação encolheu e o rateio da estrutura cresceu sem ninguém refazer a conta. É a diferença entre ter um preço que cobre o item e ter um preço que cobre a empresa.

Repare que o índice não menciona o produto em lugar nenhum. Ele descreve a operação — o regime tributário, a forma de receber, o custo do prazo concedido e a contribuição pretendida —, e por isso o mesmo índice precifica tudo o que passa pelas mesmas condições. O custo entra só na última linha, quando você quer o preço de um item específico.

Onde encontrar cada percentual

O índice é tão bom quanto as entradas dele. Quatro se apuram em documentos que a empresa já tem; a margem de contribuição é a única que é uma decisão.

  1. Impostos: do regime, não da nota de compra

    O que entra aqui é o que incide sobre a venda. No Simples Nacional, é a alíquota efetiva da faixa de faturamento — a que sai do PGDAS, e não a da tabela nominal. No lucro presumido ou real, é a soma de ICMS, PIS e Cofins sobre a saída, já descontado o crédito quando houver. O imposto pago na compra não entra aqui: ele já está dentro do custo. O IPI também fica de fora — ele é acrescentado depois, e não sai do preço.

  2. Despesas variáveis: o que só nasce com a venda

    Comissão de vendedor, taxa da maquininha por bandeira, comissão de marketplace, frete de entrega ao cliente e a provisão de troca. Quem vende no cartão e no pix tem dois percentuais diferentes, e usar a média do mês é aceitável para uma primeira conta — é também o que faz o preço do parcelado em dez vezes sair curto.

  3. Capital de giro: quanto custa o prazo que você concede

    Vender a trinta dias não custa o mesmo que vender à vista. O dinheiro que fica no cliente é dinheiro que a operação financia, e o custo dele é o prazo médio concedido multiplicado pelo custo do capital — a taxa do capital de giro que o banco cobra, ou o que o mesmo dinheiro renderia aplicado. É a linha que quase nenhuma planilha tem, e é ela que faz o desconto para pagamento antecipado ser bom negócio com muito mais folga do que parece.

  4. Margem de contribuição: o que a venda entrega, e não o lucro

    Esta é a única linha que você decide. Ela é a fatia do preço que resta quando o custo e as linhas acima já foram pagos, e é com ela que a operação sustenta a estrutura do mês. Por isso 28% de contribuição sobre um custo de R$ 100,00 dão R$ 48,27, e não 28% de R$ 100,00: o preço que carrega a contribuição é maior que o custo.

  5. Despesa fixa: o rateio que se mede, e que vem depois do preço

    Some as despesas fixas de um mês — aluguel, folha, energia, contador, sistemas — e divida pelo faturamento do mesmo mês. O resultado é o percentual do rateio, e ele não entra no divisor: ele consome a contribuição que o divisor já reservou. Dos 28% do exemplo, 18% vão para a estrutura e sobram 10%. Estimar "uns vinte por cento" aqui é o erro mais caro desta calculadora: ele não muda o preço, muda a leitura de quanto a operação está ganhando.

Cinco erros que a conta de markup esconde

Todos produzem um número plausível, e é isso que os torna caros: ninguém desconfia de um preço que saiu de uma fórmula.

  1. Somar os percentuais ao custo em vez de dividir o custo

    Custo de R$ 100,00 e 42% de taxas não dão R$ 142,00. Os 42% são fatia do preço de venda, e o preço ainda não existe quando a soma é feita — a conta se morde. Cobrando R$ 142,00, as taxas levam a maior parte e sobra menos do que a peça custou. O preço que fecha é R$ 172,41, bem acima do que a soma sugeriu.

  2. Confundir o multiplicador com a margem de lucro

    Um markup de 1,7241 não quer dizer que essa diferença toda vire lucro. Ele é quantas vezes o custo cabe no preço, e dentro dele estão o imposto, a comissão, o cartão e o custo do prazo. O que resta desses quatro é a margem de contribuição — 28% neste exemplo —, e o lucro só aparece depois de a estrutura ser paga: 10%. Ler o multiplicador como margem é o que faz uma loja comemorar um índice alto enquanto fecha o mês no vermelho.

  3. Ratear a despesa fixa dentro do preço

    Somar o rateio da estrutura aos percentuais do divisor não muda o preço — 18% de despesa fixa mais 10% de lucro dão os mesmos 28% —, mas muda o que o número significa. A partir daí a última linha deixa de ser a margem de contribuição e vira o resultado depois do rateio, e é ela que alguém vai usar para decidir até onde descontar. O desconto que ainda paga a estrutura passa a parecer prejuízo, e o item que deveria sair do mix continua no catálogo.

  4. Usar um índice único para o catálogo inteiro

    O índice é da operação, e as linhas do catálogo não têm a mesma operação: o que sai no cartão parcelado carrega mais taxa que o que sai no pix, o que é vendido a sessenta dias carrega mais capital de giro que o que sai à vista, e as alíquotas mudam por NCM. Um índice só é um bom ponto de partida e um péssimo ponto de chegada.

  5. Manter o índice que foi calculado no ano passado

    O rateio de despesa fixa é uma divisão pelo faturamento, e o faturamento muda todo mês. Uma queda nas vendas aumenta o peso da estrutura em cada venda, e a contribuição que bastava no ano passado deixa de pagar o mês. É o tipo de defasagem que não aparece em produto nenhum isolado e aparece inteira no resultado do trimestre.

Onde a Revema entra

Quando um índice só deixa de dar conta do catálogo

Esta calculadora resolve o índice de uma operação. Ela continua resolvendo enquanto o catálogo é curto o bastante para caber num índice só e o custo muda devagar o bastante para a conta ser refeita à mão de vez em quando.

O que ela não faz é acompanhar quinze mil itens cujo custo muda a cada nota que entra, cuja alíquota muda por NCM e por UF de destino, e cuja forma de recebimento muda o percentual de despesa variável dentro da mesma semana. É esse o trabalho do RevPrice, o software de precificação que a Revema Tech desenvolve: a mesma conta, aplicada item a item, com o custo vindo do ERP e a regra escrita num lugar só.

Se você ainda está decidindo se precisa de um, a comparação entre planilha e software mostra em que ponto a conta vira — sem pressa e sem pressupor que virou.