Calculadora de preço de venda: quanto cobrar para a conta fechar
Some o que a unidade custou de verdade — nota, frete, embalagem e perda — e diga quanto sai a cada venda em imposto, comissão, estrutura e lucro pretendido. O preço aparece com a composição aberta: quanto desse valor cabe a cada destino.
Nada de cadastro, de e-mail ou de teste gratuito: a página responde igual na primeira e na centésima conta. O cálculo roda no seu navegador, e o link abaixo do resultado leva os números prontos para quem aprova a tabela.
Calcule o preço de venda do seu produto
Some o que a unidade custou, informe o que sai de cada venda e veja o preço com a composição aberta. Sem cadastro, e com link para mandar a conta pronta.
Preço de venda da unidade
R$ 182,76
São R$ 106,00 de custo cabendo no que ainda não tem destino: as outras quatro linhas já reservaram 42% de tudo o que for cobrado.
| Destino | Valor |
|---|---|
| Custo da unidade | R$ 106,00 |
| Impostos sobre a venda(8%) | R$ 14,62 |
| Comissão e recebimento(4%) | R$ 7,31 |
| Despesa fixa rateada(18%) | R$ 32,90 |
| Lucro da venda(12%) | R$ 21,93 |
| Preço de venda | R$ 182,76 |
Link desta conta
O link abre a calculadora com estes mesmos números. Nada do que você digita sai do seu navegador.
A fórmula do preço de venda
Duas etapas: apurar o que a unidade custou de verdade e apurar que parte do valor cobrado já tem destino antes de ela ser paga.
A primeira etapa soma tudo o que varia com a unidade. A segunda soma os percentuais que saem do preço de venda, e não do custo — impostos, comissão e taxa de recebimento, despesa fixa rateada e a margem pretendida. O preço é a divisão de um pelo outro:
custo da unidade = nota + frete rateado + embalagem + provisão de perda
comprometido = impostos + comissão + despesa fixa + margem
preço de venda = custo da unidade ÷ ((100 − comprometido) ÷ 100)
Somando a nota, o frete rateado e o que mais a unidade exigiu, o custo do exemplo é R$ 106,00; com 42% comprometidos, sobram 58% do preço para pagá-lo. O preço é R$ 106,00 dividido por 0,58, ou seja, R$ 182,76. Desse valor, R$ 14,62 vão para o imposto, R$ 7,31 para a comissão e o recebimento, R$ 32,90 para a estrutura e R$ 21,93 sobram de lucro.
Repare no que não está na fórmula: o preço do concorrente. A conta responde quanto a operação precisa receber, e essa é uma pergunta diferente de quanto o mercado paga. As duas precisam de resposta, e quem pula a primeira desconta sem saber de onde o desconto está saindo.
A divisão final é o markup, e o número pelo qual o custo foi dividido — 0,58 — é o markup divisor. A calculadora de markup responde esse índice sozinho, que é o formato útil quando a pergunta não é o preço de um item e sim a regra do catálogo inteiro.
O custo não é o valor da nota
Quatro parcelas que chegam depois da compra e que quase nunca entram na conta. Juntas, elas costumam responder por dez por cento do custo de uma unidade.
O imposto recuperável não é custo — e o não recuperável é
Quem apura pelo lucro real ou presumido e tem direito a crédito de ICMS, PIS e Cofins na entrada não paga esses tributos: eles voltam. O custo é o valor da nota menos o crédito. Já quem está no Simples Nacional não recupera nada, e o custo é o valor cheio. Usar o mesmo número nos dois regimes erra o custo em dois dígitos percentuais, e o erro sai inteiro no preço.
O frete da compra é custo do produto, não despesa do mês
Lançar o frete como despesa administrativa tira o frete do custo de cada unidade e o devolve diluído no rateio da estrutura, onde ninguém o vê. A conta certa é dividir o frete da carga pelas unidades que vieram nela, e o resultado muda de compra para compra: a mesma peça pode custar mais numa entrega fracionada do que numa carga fechada.
A quebra é uma provisão, e ela existe mesmo sem estar escrita
Perda, avaria, furto e vencimento acontecem num percentual conhecido de cada operação. Quem não provisiona não deixa de pagar: paga tudo de uma vez, no inventário, contra o resultado do período. Uma provisão de 2% sobre um custo de R$ 106,00 acrescenta pouco mais de dois reais à unidade e aparece no preço em vez de aparecer na surpresa do balanço.
Embalagem, etiqueta e preparo entram por unidade
Sacola, caixa, fita, etiqueta de preço e o tempo de montagem são baratos por peça e nada desprezíveis no ano. Eles pertencem a este campo porque variam com a unidade vendida — e não ao rateio de despesa fixa, onde acabariam divididos igualmente entre um produto que exige montagem e outro que sai do fornecedor pronto para a prateleira.
O que a composição do preço revela
O preço é um número; a composição dele é uma conversa diferente com quem pede desconto, com quem reclama que está caro e com quem aprova a tabela.
A margem em reais é maior do que o percentual sugere
Uma margem de 12% aplicada a uma unidade de R$ 106,00 devolve R$ 21,93, e não os 12% do custo que a multiplicação direta sugere. A razão é que a fatia é tirada do que se cobra, e não do que se pagou pela peça. Lida ao contrário, essa mesma conta é a que faz alguém achar que precifica com folga até abrir o resultado do trimestre.
O imposto e a taxa crescem com o preço, e o custo não
Cada real acrescentado ao preço leva junto os oito centavos de imposto e os quatro de taxa de recebimento. Por isso um aumento de dez por cento no preço não vira dez por cento a mais de lucro: vira menos. E é por isso, também, que um desconto de dez por cento não custa dez por cento do lucro — custa muito mais.
O desconto sai quase todo da última linha
O custo é a única linha que não encolhe junto com o preço. Um desconto de 5% sobre R$ 182,76 tira R$ 9,14 do que se cobra; imposto, comissão e rateio caem junto, mas só na proporção deles, e os R$ 106,00 da peça continuam inteiros. O que sobra de lucro cai de R$ 21,93 para R$ 15,54: 5% no preço viraram 29,14% do resultado daquela venda, e é essa conta que deveria estar na tela de quem autoriza desconto.
Um preço calculado não é um preço praticado
A conta diz quanto a operação precisa receber; ela não diz quanto o mercado paga. Quando o preço calculado fica acima do que o concorrente cobra, a resposta raramente é baixar a margem: é descobrir qual das outras quatro linhas está fora da curva — custo de compra, imposto, taxa de recebimento ou peso da estrutura — e atacar aquela.
A mesma conta, repetida a cada nota que entra
Esta calculadora resolve o preço de um produto. Ela continua resolvendo enquanto der para refazer a conta à mão nos itens que importam, e para a maior parte das empresas isso dura bastante tempo.
O que nenhuma calculadora faz é refazer sozinha quinze mil preços quando o custo de compra sobe, quando a alíquota muda por NCM e UF de destino, ou quando a participação do cartão parcelado cresce dois pontos no faturamento do mês. Esse é o trabalho do RevPrice: ele puxa o custo do ERP a cada nota que entra, guarda a política de margem num lugar só e registra autor, data e motivo de cada preço mudado.
Antes disso, vale ver onde a planilha ainda dá conta e onde ela quebra. Trocar de ferramenta cedo demais custa caro, e essa página mede o momento por critérios que se contam.