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Calculadora de preço de venda: quanto cobrar para a conta fechar

Some o que a unidade custou de verdade — nota, frete, embalagem e perda — e diga quanto sai a cada venda em imposto, comissão, estrutura e lucro pretendido. O preço aparece com a composição aberta: quanto desse valor cabe a cada destino.

Nada de cadastro, de e-mail ou de teste gratuito: a página responde igual na primeira e na centésima conta. O cálculo roda no seu navegador, e o link abaixo do resultado leva os números prontos para quem aprova a tabela.

Calcule o preço de venda do seu produto

Some o que a unidade custou, informe o que sai de cada venda e veja o preço com a composição aberta. Sem cadastro, e com link para mandar a conta pronta.

O que a unidade custou

O valor unitário da nota de compra, já com desconto e sem o imposto recuperável.

O frete da compra dividido pelas unidades que vieram nela.

Embalagem, etiqueta, montagem e a provisão de quebra ou perda.

O que sai do preço de venda

A alíquota efetiva que incide sobre o faturamento desta venda, sem o IPI.

Comissão do vendedor, taxa da maquininha e comissão do marketplace.

Quanto o prazo concedido nesta venda custa em juros do próprio caixa.

Quanto esta unidade precisa entregar à empresa antes de a estrutura entrar na conta.

O que vem depois do preço

A parte da estrutura que esta venda precisa pagar, em % do preço.

Somado ao valor da nota depois da conta. Deixe em zero se a sua operação não destaca IPI.

Preço de venda da unidade

R$ 182,76

São R$ 106,00 de custo cabendo no que ainda não tem destino: as outras quatro linhas já reservaram 42% de tudo o que for cobrado.

Para onde vai cada real deste preço
DestinoValor
Custo da unidadeR$ 106,00
Impostos sobre a venda(8%)R$ 14,62
Comissão e recebimento(4%)R$ 7,31
Capital de giro(2%)R$ 3,66
Margem de contribuição(28%)R$ 51,17
Preço de vendaR$ 182,76
Resultado desta venda
R$ 18,27

A contribuição desta unidade é R$ 51,17, e R$ 32,90 dela pagam a fatia da estrutura que ela carrega (18% do preço). O valor acima é o que fica com a empresa depois disso.

Link desta conta

O link abre a calculadora com estes mesmos números. Nada do que você digita sai do seu navegador.

Ver o índice de markup desta mesma operação

A fórmula do preço de venda

Três etapas: apurar o que a unidade custou de verdade, apurar que parte do valor cobrado já tem destino antes de ela ser paga, e descobrir o que sobra depois de a estrutura ser rateada.

A primeira etapa soma tudo o que varia com a unidade. A segunda soma os percentuais que saem do preço de venda, e não do custo — impostos, comissão e taxa de recebimento, capital de giro e a margem de contribuição pretendida. O preço é a divisão de um pelo outro:

custo da unidade = nota + frete rateado + embalagem + provisão de perda

comprometido = impostos + comissão + capital de giro + margem de contribuição

preço de venda = custo da unidade ÷ ((100 − comprometido) ÷ 100)

Somando a nota, o frete rateado e o que mais a unidade exigiu, o custo do exemplo é R$ 106,00; com 42% comprometidos, sobram 58% do preço para pagá-lo. O preço é R$ 106,00 dividido por 0,58, ou seja, R$ 182,76. Desse valor, R$ 14,62 vão para o imposto, R$ 7,31 para a comissão e o recebimento, R$ 3,66 para o custo do prazo e R$ 51,17 sobram de margem de contribuição.

Repare no que não está no divisor: a despesa fixa. Aluguel, folha e energia não nascem desta venda — eles são pagos pela soma das contribuições do mês. Por isso o rateio é a terceira etapa, e não a segunda:

resultado da venda = margem de contribuição − despesa fixa rateada

preço com IPI = preço × (1 + IPI)

Dos R$ 51,17 de contribuição, R$ 32,90 pagam a estrutura — os 18% que ela pesa sobre o faturamento — e sobram R$ 18,27, ou 10% do preço. A distinção entre os dois números decide coisas diferentes: a contribuição diz até onde descontar e o que promover; o resultado diz se o mês fecha. O IPI, quando existe, entra depois de tudo isso — ele é acrescentado ao preço, e não descontado dele.

Repare também no que não está na fórmula: o preço do concorrente. A conta responde quanto a operação precisa receber, e essa é uma pergunta diferente de quanto o mercado paga. As duas precisam de resposta, e quem pula a primeira desconta sem saber de onde o desconto está saindo.

A divisão final é o markup, e o número pelo qual o custo foi dividido — 0,58 — é o markup divisor. A calculadora de markup responde esse índice sozinho, que é o formato útil quando a pergunta não é o preço de um item e sim a regra do catálogo inteiro.

O custo não é o valor da nota

Quatro parcelas que chegam depois da compra e que quase nunca entram na conta. Juntas, elas costumam responder por dez por cento do custo de uma unidade.

  1. O imposto recuperável não é custo — e o não recuperável é

    Quem apura pelo lucro real ou presumido e tem direito a crédito de ICMS, PIS e Cofins na entrada não paga esses tributos: eles voltam. O custo é o valor da nota menos o crédito. Já quem está no Simples Nacional não recupera nada, e o custo é o valor cheio. Usar o mesmo número nos dois regimes erra o custo em dois dígitos percentuais, e o erro sai inteiro no preço.

  2. O frete da compra é custo do produto, não despesa do mês

    Lançar o frete como despesa administrativa tira o frete do custo de cada unidade e o devolve diluído no rateio da estrutura, onde ninguém o vê. A conta certa é dividir o frete da carga pelas unidades que vieram nela, e o resultado muda de compra para compra: a mesma peça pode custar mais numa entrega fracionada do que numa carga fechada.

  3. A quebra é uma provisão, e ela existe mesmo sem estar escrita

    Perda, avaria, furto e vencimento acontecem num percentual conhecido de cada operação. Quem não provisiona não deixa de pagar: paga tudo de uma vez, no inventário, contra o resultado do período. Uma provisão de 2% sobre um custo de R$ 106,00 acrescenta pouco mais de dois reais à unidade e aparece no preço em vez de aparecer na surpresa do balanço.

  4. Embalagem, etiqueta e preparo entram por unidade

    Sacola, caixa, fita, etiqueta de preço e o tempo de montagem são baratos por peça e nada desprezíveis no ano. Eles pertencem a este campo porque variam com a unidade vendida — e não ao rateio de despesa fixa, onde acabariam divididos igualmente entre um produto que exige montagem e outro que sai do fornecedor pronto para a prateleira.

O que a composição do preço revela

O preço é um número; a composição dele é uma conversa diferente com quem pede desconto, com quem reclama que está caro e com quem aprova a tabela.

  1. A contribuição em reais é maior do que o percentual sugere

    Uma margem de contribuição de 28% aplicada a uma unidade de R$ 106,00 devolve R$ 51,17, e não os 28% do custo que a multiplicação direta sugere. A razão é que a fatia é tirada do que se cobra, e não do que se pagou pela peça. Lida ao contrário, essa mesma conta é a que faz alguém achar que precifica com folga até abrir o resultado do trimestre.

  2. Contribuição não é lucro, e a diferença tem nome

    Os R$ 51,17 que sobram desta venda ainda não são seus: R$ 32,90 deles pagam a parcela da estrutura que esta venda carrega, e o que resta são R$ 18,27 — 10% do preço. Os dois números servem a decisões diferentes. A contribuição decide desconto, promoção e o que sai do mix, porque o aluguel continua sendo cobrado quando o item sai do catálogo. O resultado é o que se compara com o fechamento do mês.

  3. O imposto e a taxa crescem com o preço, e o custo não

    Cada real acrescentado ao preço leva junto os 8% de imposto, os 4% de taxa de recebimento e os 2% de capital de giro. Por isso um aumento de dez por cento no preço não vira dez por cento a mais de contribuição: vira menos. E é por isso, também, que um desconto de dez por cento não custa dez por cento da contribuição — custa muito mais.

  4. O desconto sai quase todo da última linha

    O custo é a única linha que não encolhe junto com o preço. Um desconto de 5% sobre R$ 182,76 tira R$ 9,14 do que se cobra; imposto, comissão e capital de giro caem junto, mas só na proporção deles, e os R$ 106,00 da peça continuam inteiros. A contribuição cai de R$ 51,17 para R$ 43,32: 5% no preço viraram 15,34% do que aquela venda entregava. A estrutura, essa, não caiu — depois de pagá-la sobram R$ 10,42, e é essa conta que deveria estar na tela de quem autoriza desconto.

  5. O IPI não é margem sua, e não deveria estar na base

    Quando a operação destaca IPI, o valor da nota é maior que o preço que a conta formou — o imposto é acrescentado por fora, e é repassado inteiro. Medir margem sobre o total da nota infla todos os indicadores da empresa de uma vez, porque o denominador cresceu sem que nada tenha sobrado a mais. É por isso que o faturamento com IPI e o sem IPI são dois números, e só o segundo serve para medir preço.

  6. Um preço calculado não é um preço praticado

    A conta diz quanto a operação precisa receber; ela não diz quanto o mercado paga. Quando o preço calculado fica acima do que o concorrente cobra, a resposta raramente é baixar a contribuição: é descobrir qual das outras linhas está fora da curva — custo de compra, imposto, taxa de recebimento ou o prazo que a operação financia — e atacar aquela.

Onde a Revema entra

A mesma conta, repetida a cada nota que entra

Esta calculadora resolve o preço de um produto. Ela continua resolvendo enquanto der para refazer a conta à mão nos itens que importam, e para a maior parte das empresas isso dura bastante tempo.

O que nenhuma calculadora faz é refazer sozinha quinze mil preços quando o custo de compra sobe, quando a alíquota muda por NCM e UF de destino, ou quando a participação do cartão parcelado cresce dois pontos no faturamento do mês. Esse é o trabalho do RevPrice: ele puxa o custo do ERP a cada nota que entra, guarda a política de margem num lugar só e registra autor, data e motivo de cada preço mudado.

Antes disso, vale ver onde a planilha ainda dá conta e onde ela quebra. Trocar de ferramenta cedo demais custa caro, e essa página mede o momento por critérios que se contam.