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Software de precificação para varejo: o que é e como escolher

Um software de precificação calcula o preço de venda de cada produto a partir do custo real — com tributo, frete, comissão e desconto dentro da conta — e mostra a margem antes de o preço ir para a loja.

Esta página explica o que a categoria resolve, o que muda em relação à planilha e quais critérios avaliar antes de contratar qualquer fornecedor — inclusive nós.

O que é um software de precificação

É o sistema que decide, produto a produto, qual preço a empresa vai praticar — e que mostra a margem que cada preço deixa antes de ele entrar em vigor.

Ele lê do ERP o custo de cada item, aplica os tributos da operação, soma as despesas que a venda carrega e chega ao preço que cumpre a regra de margem definida pela empresa. Quando o custo muda, o preço sugerido muda junto — sem ninguém reabrir arquivo nenhum.

O que muda de um fornecedor para outro não é a promessa — todos dizem calcular preço. Muda o que entra na conta, e é essa lista que define se o número que aparece na tela tem a ver com a margem que a empresa vai apurar no fim do mês.

Sistema de precificação é a mesma coisa?

É. Sistema de precificação e software de precificação nomeiam a mesma ferramenta: a indústria e a distribuição costumam falar em sistema, e o varejo pesquisa por software. Esta página vale para quem digitou qualquer uma das duas.

O que entra na conta de um preço

Custo real de aquisição
O que a nota cobrou: produto, frete, seguro, ICMS-ST pago na entrada, bonificação e desconto comercial.
Tributos da operação
ICMS, PIS, COFINS e IPI conforme o regime da empresa, o NCM do item e o estado de destino.
Despesas variáveis da venda
Comissão, taxa de cartão, marketplace, frete de saída e a parcela de despesa fixa que o item precisa cobrir.
Regra de margem
O markup ou a margem que a empresa definiu para aquela família, canal ou curva de giro, com piso e teto.
Contexto de mercado
O preço praticado pela concorrência e a elasticidade do item, que dizem até onde a regra pode ir.

O que um software de precificação resolve

Cinco problemas que aparecem em toda operação que forma preço à mão, na ordem em que eles custam dinheiro.

  1. O custo da conta não é o custo da nota

    A planilha guarda o custo digitado na última vez em que alguém lembrou de atualizá-lo. O custo real muda a cada entrada: frete, ICMS-ST, bonificação, desconto comercial e devolução entram na nota e mudam o que o produto custou de verdade. Preço formado sobre custo velho vira margem que só aparece errada no fechamento do mês.

  2. Tributo que fica fora do preço

    O regime da empresa, o NCM do item, o CFOP da operação, a substituição tributária e a MVA do estado mudam quanto sobra de cada venda. Um sistema de precificação calcula isso item a item; a planilha usa uma alíquota média que não corresponde a nota nenhuma.

  3. Margem que só se conhece depois

    Quando a margem é apurada no relatório do mês seguinte, o preço errado já vendeu trinta dias. O software inverte a ordem: mostra a margem de cada item antes de o preço ir para a loja, e barra o que fura o piso.

  4. Desconto sem régua

    Sem regra escrita, o desconto vira negociação caso a caso e a margem da venda depende de quem atendeu. Com regras de margem por família, canal e curva de giro, o limite do desconto fica no sistema, e não na memória do vendedor.

  5. Reajuste de fornecedor que ninguém repassa

    Uma tabela nova de fornecedor muda o custo de centenas de itens de uma vez. Repassar isso à mão leva dias, e o que ficou para trás vende com a margem antiga até alguém perceber. O reajuste em lote é o trabalho que a planilha não faz em escala.

Planilha ou software de precificação

A planilha não erra por ser planilha. Ela erra porque o custo envelhece, porque o imposto entra como média e porque ninguém revisa dez mil linhas por semana.

Comparação entre precificar em planilha e precificar em um software de precificação
O que se comparaNa planilhaNo software
Origem do custoDigitado à mão, na última atualização que alguém fez.Lido do ERP a cada entrada de nota, com frete e impostos.
TributosUma alíquota média, igual para o catálogo inteiro.Calculados por item, por operação e por estado.
EscalaTrabalha bem até algumas centenas de itens.O mesmo esforço para dez ou para cem mil itens.
SimulaçãoCopiar a aba, mexer e comparar de cabeça.Cenários comparados lado a lado antes de aplicar.
ErroSilencioso: fórmula quebrada devolve número do mesmo jeito.Barrado na regra, com o motivo escrito na tela.
HistóricoA versão de quem salvou por último.Quem mudou o preço, quando, de quanto para quanto e por quê.
Quem muda o preçoQuem tiver o arquivo aberto.Quem tem alçada para aquele grupo de produtos.

Trocar de ferramenta, porém, é decisão de tamanho de operação, e não de lista de recursos. Se a dúvida é essa, a comparação por critérios medidos e o ponto de virada dizem a partir de quantos itens, estados e pessoas a planilha deixa de dar conta.

Como escolher um software de precificação

Seis critérios que separam um software de precificação de uma planilha vendida como software. Vale levá-los à primeira conversa com qualquer fornecedor.

Integração com o ERP nos dois sentidos

Ler custo, cadastro e venda do ERP é metade do caminho; devolver a ele o preço aprovado é a outra. Pergunte como a integração acontece — API, conector homologado ou arquivo —, com que frequência ela roda e o que acontece quando o ERP muda de versão.

Tributos brasileiros calculados por item

ICMS e ICMS-ST com MVA por estado, PIS e COFINS no regime da empresa, IPI onde houver, NCM e CFOP lidos do cadastro. Fornecedor que trata imposto como um percentual único está devolvendo a conta para a planilha.

Regras de margem que acompanham a operação

Margem por família, por curva de giro, por canal e por loja; piso, teto e markup diferentes para o item de entrada e o item de cauda. A regra existe para ser aplicada sozinha em milhares de itens — se cada exceção precisa de alguém, ela não é regra.

Simulação antes de o preço ir para a loja

Ver o efeito de um cenário na margem, no faturamento e na posição perante a concorrência antes de aplicar. É o que separa decidir o preço de descobrir o resultado dele no mês seguinte.

Governança de quem aprova o quê

Alçada por usuário e por grupo de produtos, aprovação registrada e histórico do que mudou. Preço é decisão de dinheiro: quando ninguém sabe quem baixou a margem, a correção vira discussão em vez de ajuste.

Tempo até o primeiro preço publicado

Implantação que consome um trimestre antes de produzir o primeiro preço custa mais do que a assinatura. Pergunte em quantas semanas o primeiro grupo de produtos entra no ar e o que precisa estar pronto do lado do ERP.

O sétimo critério não cabe numa demonstração: quem já usa o software e o que ele mudou na margem de quem usa. Os resultados que a Revema mede em operações de varejo e distribuição e os casos de uso por segmento são o tipo de evidência que vale pedir a qualquer fornecedor da lista.

O oitavo é o seu setor. Há uma página para cada um, com o problema, os números e o vocabulário de quem opera ali: precificação para varejo, precificação para distribuidora e precificação para indústria.

O nono é a entrada que não mora em sistema nenhum da empresa: o preço que a concorrência está praticando. Levantá-lo em cadência é trabalho à parte, e é do que trata o monitoramento de preços da concorrência — que alimenta a regra de margem em vez de substituí-la.

Onde a Revema entra

O RevPrice diante desses critérios

O RevPrice é o software de precificação da Revema Tech, feito para varejo e distribuição brasileiros. Ele importa o custo do ERP com os tributos da nota, calcula o markup por produto com as regras de margem da empresa, simula o cenário antes de aplicar e registra quem aprovou cada preço.

É a mesma lista de critérios da seção anterior — e a recomendação continua valendo com qualquer fornecedor: peça para ver o cálculo de um item com substituição tributária e uma simulação de reajuste em lote antes de decidir.

Perguntas frequentes sobre software de precificação

As dúvidas que aparecem antes da primeira conversa com um fornecedor.

Qual a diferença entre software de precificação e sistema de precificação?

Nenhuma. Os dois nomes descrevem a mesma categoria: a ferramenta que calcula o preço de venda a partir do custo real, dos tributos e das regras de margem da empresa. Sistema de precificação é como a indústria e a distribuição costumam falar; software de precificação é como o varejo pesquisa.

Um software de precificação substitui o ERP?

Não. Ele lê do ERP o custo, o cadastro e a venda, calcula o preço com as regras da empresa e devolve o preço aprovado para o ERP publicar. Quem emite nota, controla estoque e fecha o caixa continua sendo o ERP.

Faz sentido para quem ainda precifica na planilha?

É o caso mais comum. A planilha não erra por ser planilha: erra porque o custo envelhece entre uma atualização e outra, porque o imposto entra como média e porque ninguém revisa dez mil linhas a cada tabela nova de fornecedor. O software resolve os três, e a migração costuma começar pelo grupo de produtos que mais pesa na margem.

O cálculo considera os tributos brasileiros?

É o critério que mais separa os fornecedores. O cálculo precisa ler NCM, CFOP e regime tributário do cadastro e aplicar ICMS, ICMS-ST com a MVA do estado de destino, PIS, COFINS e IPI quando houver. Pergunte como o software trata substituição tributária e venda interestadual antes de olhar qualquer tela.

Quanto tempo leva até o primeiro preço novo chegar à loja?

Depende de o ERP entregar custo e cadastro íntegros, e não do software. Com a integração pronta e o cadastro limpo, o primeiro grupo de produtos costuma sair em semanas; com cadastro incompleto, a limpeza vira a primeira etapa do projeto.

Quanto custa um software de precificação?

O modelo é de assinatura, e o valor acompanha o tamanho da operação: número de itens, de lojas e de integrações com o ERP. Não há preço de tabela publicado porque a implantação depende do ERP de origem e do estado do cadastro — o orçamento sai depois de olhar os dois.

Leia também

O blog trata dos mesmos assuntos em detalhe: como calcular o markup, como ler o custo certo e o que faz a margem escapar sem ninguém perceber.

Quer ver esses critérios aplicados ao seu catálogo?

Agende uma conversa com quem precifica varejo e distribuição todos os dias.