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Checklist de indicadores de preço para o varejo

Os catorze indicadores que o nosso time percorre com um cliente novo antes de mexer em qualquer preço: o que cada um responde, como calcular, com que frequência e onde ele costuma falhar.

Não é uma lista para medir tudo. É para saber, em uma tela, o que a sua operação já acompanha, o que ela acompanha de vez em quando e o que ninguém olha — que é a pergunta que antecede qualquer decisão de preço.

A ordem não é aleatória: os primeiros são contas por item, os do meio somam o que os primeiros produzem, e os últimos dependem de olhar para fora da empresa. Quem não mede os quatro primeiros não tem o que ganhar começando pelo último.

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O que tem dentro

O arquivo inteiro, aba por aba, antes de você decidir se vale o seu e-mail.

Catorze indicadores, um por linha
Do markup praticado por item ao tempo entre a mudança de custo e a mudança de preço, passando por margem de contribuição, CMV, ponto de equilíbrio, curva ABC, descontos concedidos e preço relativo à concorrência.
O que cada um responde e como calcular
A pergunta que o indicador responde, a conta que o produz e com que frequência ele precisa ser refeito — semanal, mensal, trimestral ou a cada mudança de preço.
Onde cada indicador costuma falhar
O erro que a gente encontra na prática, escrito ao lado do indicador: a despesa fixa somada na margem de contribuição, o CMV calculado sobre o que foi comprado, a curva ABC montada só por faturamento.
Uma coluna de resposta e uma de dono
Três opções fechadas — não medimos, medimos às vezes, medimos sempre — mais responsável e próximo passo. Indicador sem dono não vira rotina.
A aba de resumo
Conta as respostas sozinha e devolve a foto que vale mostrar na reunião: quantos dos catorze a operação mede hoje, e o que cada grupo quer dizer.

Como usar

Quatro passos, na ordem em que eles acontecem na primeira meia hora com o arquivo aberto.

  1. Responda a coluna de status em cada linha

    São três opções, e a lista é fechada de propósito: a aba de resumo conta as respostas, e texto livre faria a contagem parar de fechar.

  2. Dê dono e próximo passo ao que não estiver em dia

    Só às linhas que não estão em "medimos sempre". O checklist não serve para produzir catorze projetos — serve para escolher os dois primeiros.

  3. Leia o resumo com o time de compras junto

    Boa parte destes indicadores mora entre comercial e compras, e a conversa costuma ser a primeira vez em que as duas áreas olham o mesmo número.

  4. Refaça daqui a um trimestre

    O que muda entre as duas fotos é o que o trabalho produziu. É também a medida mais honesta de quanto da decisão de preço deixou de ser palpite.

O que o checklist não faz

Ele diz o que medir e onde a medição costuma sair errada. O que ele não faz é medir — e essa diferença aparece já no segundo mês.

Ele não calcula nada
As contas continuam sendo feitas onde já eram: no ERP, na planilha, no relatório que alguém monta na sexta. O checklist é o mapa, não a ferramenta.
Indicador semanal feito à mão vira mensal
Metade da lista pede leitura semanal. Na prática, o que depende de alguém montar o relatório acaba virando mensal, e depois trimestral, sem que ninguém tenha decidido isso.
Medir não muda preço
Saber que trinta itens estão abaixo do piso só vale quando a lista chega a quem pode mudar o preço deles — com o número ao lado, no dia em que ainda dá tempo.

Ver o que cada termo significa

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